A Relação China–Brasil no Setor Energético

No primeiro semestre de 2017, 97% dos investimentos dos chineses no Brasil foi referente ao setor de energias. E esse ritmo tende a continuar. Segundo informação do presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China, Charles Tang, os chineses pretendem crescer ainda mais no setor energético. “Temos uma empresa que nos pediu para ver a possibilidade de o governo fazer um leilão de energia de lixo.” Uma fabricante de cabos para transmissão de energia também analisa o país, diz Tang.

Com o leilão de energias de 2017 se aproximando, boa parte dos investimentos da China no setor energético brasileiro será para leilões. E não para por ai.

Com o crescimento do setor de Geração Distribuída no Brasil, cada vez mais atrativo para investidores, a China pode ocupar um local privilegiado nesse ramo do mercado de energias, principalmente no mercado de Energia Solar Fotovoltaica. Algumas empresas do ramo estão sendo negociadas e compradas por outras grandes empresas de energia do mundo. Além disso, as grandes distribuidoras, como a CPFL e a ENEL, entraram no mercado de geração distribuída também.

Nos últimos 30 meses, a China respondeu por 30% do investimento estrangeiro direto no Brasil. Entre 2015 e 2016, quatro dos maiores investimentos internacionais chineses foram no Brasil, incluindo o maior contrato internacional chinês, avaliado em USD 13 bilhões, por meio do qual a State Grid Corporation of China (SGCC) adquiriu uma participação no controle da CPFL Energia SA. Atualmente a SGCC tem 50% do seus ativos no exterior localizados no Brasil.

E não só no solar, a China tem se destacado no mercado de energias renováveis em geral. Atualmente ela é simplesmente o maior investidor mundial em energia renovável, com 78,3 bilhões de dólares investidos em 2016, e 102,9 bilhões de dólares em 2015 – valor bem acima de um terço do total global. No ano passado, a China ficou como o quinto maior investidor em energia renovável nos mercados emergentes, sendo responsável por USD 19,7 bilhões desde 2005. Conforme imagem abaixo, os principais destinos dos investimentos externos da China em energias renováveis em 2015.

Visto isso, o mercado de energias renováveis está em alta, principalmente nos países emergentes, como o BRICS. Em junho, os ministros de energias dos países se reuniram juntamente com o Ministério da Energia Limpa, em Pequim, e declaram uma ação conjunta comprometendo-se com o apoio mutuo no desenvolvimento das energias limpas.

#solarfotovoltaica

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