OS IMPACTOS SOCIAIS DA ENERGIA SOLAR

Um dos muitos benefícios da Energia Solar são os impactos sociais que ela pode causar. Quer saber que impactos são esses? Entenda agora!

Já é de conhecimento de todos que a energia solar é incrivelmente benéfica ao meio ambiente. Mas o que muitos não sabem é que essa energia também pode, de diferentes formas, impactar positivamente a sociedade. Explicaremos a seguir de que maneiras isso acontece:

Geração de empregos

Podemos começar falando de algo que a energia solar vem fazendo muito bem e até se tornando referência no assunto – geração de empregos. Segundo a ABSOLAR (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica), caso seja mantido o modelo regulatório descrito na Resolução Normativa – REN nº 482/2012, a previsão é de que, de 2019 até 2035, o setor de energia solar tenha gerado mais 672 mil novos empregos no Brasil nos ramos de mini e microgeração distribuídas.

Essas oportunidades de emprego geradas pela energia solar são tão numerosas que esse setor foi um recorrente líder mundial em geração de empregos entre as energias renováveis nos últimos anos. Segundo a IRENA (Agência Internacional de Energias Renováveis), dos 11 milhões de empregos gerados pelas energias renováveis em 2018 no mundo, 3,6 milhões foram gerados apenas pela energia solar fotovoltaica (tipo que utiliza células fotovoltaicas para gerar energia elétrica a partir da energia proveniente do sol).

De acordo com médias mundiais do setor, cerca de 30 novos empregos são gerados a cada megawatt instalado (para se ter uma ideia, só em 2019, o Brasil teve um aumento de mais de 7 mil megawatts instalados). As vagas de trabalho nesse ramo abrangem fabricação, instalação e também manutenção.

Acesso à energia

A energia elétrica está intrinsecamente ligada às nossas vidas. Dependemos dela de tantas maneiras no nosso cotidiano que até mesmo imaginar uma vida sem energia elétrica hoje em dia torna-se uma tarefa difícil. Porém, um relatório de 2019 do Banco Mundial informou que cerca de 840 milhões de pessoas ainda não tinham acesso à energia elétrica, o que corresponde a mais de 10% da população mundial.

E o Brasil não está fora desse problema. Um estudo do mesmo ano, realizado pelo Instituto de Energia e Meio Ambiente, apontou que mais de 990 mil pessoas viviam sem energia elétrica só na região amazônica. É diante desse cenário de inacessibilidade a recursos básicos que entra a energia solar.

Empresas públicas e privadas perceberam que a instalação de energia solar fotovoltaica seria uma maneira altamente eficiente de ajudar essas comunidades que têm pouco ou nenhum acesso à energia elétrica e, por isso, estão investindo bastante nesse setor. Projetos em comunidades isoladas possibilitam, por exemplo, o acesso à informação e à comunicação (com meios eletrônicos antes inviáveis). Além disso, muitos meios de obtenção de renda tornam-se bem mais vantajosos graças à possibilidade de se refrigerar alimentos, como o comércio de peixes (vale destacar que muitas comunidades isoladas vivem à base da pesca).

A implantação da energia solar nesses locais pode viabilizar até mesmo o abastecimento de água limpa para a população da comunidade, pois torna possível a instalação de sistemas de bombas hidráulicas que fazem esse serviço, acabando assim com as frequentes idas ao rio para buscar água (o que pode até causar doenças).

Vale destacar também que a energia solar fotovoltaica possibilita a independência de muitas comunidades em relação ao óleo diesel, e isso tem uma importância enorme, pois a alta exposição a esse combustível (usado, por exemplo, em lamparinas) pode causar graves doenças pulmonares e oculares. Dessa forma, a energia solar acaba impactando também na saúde dessas pessoas.

Projetos de inclusão internacionais

Nesse contexto, podemos citar projetos de grupos de energia sustentável, como a EGP (Enel Green Power), que leva o Cinesolar a pessoas de baixa renda. Esse é um projeto do grupo em que eles utilizam uma van equipada com placas de energia solar e montam uma verdadeira sala de cinema em espaços públicos. Tudo isso utilizando apenas luz solar! Além disso, são feitos “workshops” que visam explorar a questão ambiental e sustentável.

Podemos mencionar também uma outra iniciativa: a Barefoot College, uma faculdade voltada para mulheres analfabetas ou semianalfabetas, localizada no Estado do Rajastão, Índia. Com uma abordagem nada acadêmica, são selecionadas mulheres simples e com pouco acesso à educação para participarem do programa que visa ensiná-las a instalar e gerenciar painéis solares nas comunidades onde elas vivem. Através disso, o conhecimento é repassado até que toda a comunidade saiba utilizar os kits de energia solar, que podem alimentar quatro lâmpadas, recarregar um celular e uma lanterna portátil. O projeto se estende desde 2017, quando, no final daquele ano, já haviam sido instaladas usinas elétricas com capacidade de gerar 958 MW.

A Barefoot College auxilia mulheres de diversas nacionalidades, incluindo de países da África. Continente esse que tem um potencial enorme na área solar, tanto que a Enel Green Power tem investido bastante na geração desse tipo de energia no local, que já foi batizado como “A África das energias renováveis”.

Há uma pesquisa desenvolvida pelo próprio grupo da Enel que estima que, em 2030, cerca de 50% dos africanos habitarão em áreas urbanas, o que aumentará em 2050, passando a ser de 60%. Entretanto, para que isso ocorra, deverá haver uma combinação de alguns fatores, tais como um crescimento sustentável, apoiado num crescimento econômico estável e compartilhado, na medida do possível. Combinando esses três fatores, pode haver um crescimento de potência instalada em cerca de 100 GW até 2030.

Viu só como a energia solar realmente pode fazer a diferença na sociedade? O que achou? Tem alguma dúvida? Deixe nos comentários!

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