FATOR DE POTÊNCIA: PARA QUE SERVE E O QUE É A CORREÇÃO?

Para entender um pouco acerca do porquê de se fazer a correção, precisamos compreender quando ocorre sobrecargas, quedas de energia e perdas elétricas. Isso se deve, em muitos casos, ao baixo fator de potência ou FP, logo será preciso corrigi-lo. Portanto, deve-se ter atenção quanto a isso, haja vista que existe também uma regulamentação, sendo passível de punições caso esteja irregular. Por isso,venha conferir esse artigo que fizemos sobre tema e saiba quando é necessário agir para corrigir.

Inicialmente, é preciso saber qual é a finalidade de se fazer algo que demanda esforço e trabalho com partes de instalações elétricas, que é obter maior eficiência elétrica e menores custos com energia, algo que todo estabelecimento, com tarifas muito altas, busca hoje em dia. Neste contexto,o fator de potência trabalha na ordem da potência útil gerada por um máquina, a que se refere de potência ativa, visto que todas as máquinas dissipam energia em forma de calor. Nós também temos a potência reativa, que é aquilo que se perde no trabalho útil, e a potência aparente, que é a potência total, ou seja a combinação da ativa e da reativa. Calculando, dessa forma, a razão entre a potência ativa (kW) e a aparente (kVA), obteremos o nosso fator de potência (FP) < 1, que, para a ANEEL, é normalizado em 0,92 ou 92.



Nesse sentido, tomando a indústria como exemplo, um profissional do setor elétrico, especialmente nas situações de manutenção, precisa estar atento para as possíveis condições que levam a um fator de potência baixo. Dessa forma, tem de se considerar diversas adversidades envolvidas com o aparecimento de valores menores, para que essas variações identificadas possam ser corrigidas, como:


  • diversos motores de pequena potência em operação;

  • motores ou transformadores trabalhando em vazio (sem carga);

  • motores ou transformadores superdimensionados;

  • motores ou transformadores defeituosos ou antigos;

  • lâmpadas que necessitam de reatores instaladas para iluminação local;

  • fornos elétricos a indução ou a arco operando;

  • máquinas de solda em trabalho;

  • máquinas de tratamento térmico em operação;

  • injetoras, guindastes, pontes rolantes, prensas, compressores e uma infinidade de equipamentos em operação.


Portanto, os critérios precisam ser bem vistos e catalogados, a fim de que não se faça nenhuma ação incorreta que prejudique alguma instalação elétrica e não venha a causar nenhum dano futuro. No entanto, em muitos casos, a questão reside na natureza do equipamento e suas características operacionais. Nessas situações, é preciso obter outra solução para o problema.


Vale ressaltar que é essencial, para o bom funcionamento dos motores e geradores, que o valor da potência reativa (kVAr) seja o mais baixo possível, pois, em caso de aumento, poderá causar sérias danificações por causa da baixa realização de trabalho útil, relacionadas ao uso de transformadores, quedas de energia e aumento na demanda energética de consumo.


Destarte, existem algumas maneiras de corrigir e solucionar esses problemas de natureza elétrica e de fator de potência. Conhecendo um pouco mais sobre os aspectos da indução e da capacitância, muito importantes para a geração de energia, sabe-se que energia reativa oriunda de carga indutiva pode ser neutralizada por uma carga capacitiva. Portanto, os capacitores são peças necessárias para realizar tal ação de correção,e, para isso, é necessário dimensioná-los adequadamente, considerando-se os valores indutivos existentes. Abaixo, estão elencadas 5 maneiras de corrigir:


1. Correção na entrada da energia de alta tensão

De custo elevado, corrige apenas o fator de potência avaliado pela concessionária de energia. Não resolve as questões internas.

2. Correção na entrada da energia de baixa tensão

Empregada em instalações elétricas que apresentam grande núme